Saí de casa com esperança e, voltei com tristeza

O dia em que o Cruzeiro me decepcionouImage

Dia 14/05/14, era uma quarta de Libertadores. Quartas – de final. A esperança tomava com de mim. Estava certo de que o Cruzeiro se classificaria as semifinais, pois a derrota de apenas 1×0 no primeiro jogo não abalou minha confiança no time. Que sempre respondeu bem, quando precisava mostrar do que era capaz.

A hora estava chegando e me veio à dúvida: “aula e depois mineirão?” ou “somente mineirão”. Resolvi ir direto para o gigante da Pampulha, peguei um ônibus e fui. Chegando lá, junto com milhares de torcedores, fomos receber o ônibus com a delegação – Quase apanhei da polícia por encostar a mão no ônibus. Muitos sinalizadores, foguetes e cânticos incentivadores.

Depois disso entrei no estádio. O mosaico estava preparado, tudo pra acontecer uma linda festa. Peguei meu fiel amigo, o terço! E comecei a rezar. Enquanto isso, o gigante se coloria de azul e branco.

O jogo começou e festa só aumentava. O Cruzeiro começou bem, me dando a cada troca de passe mais esperança. Até que, aos 12 minutos, me veio o desespero. Gol do San Lorenzo. Meu coração me pedia para acreditar, mas minha cabeça, Ah! Minha cabeça, já me dizia que era impossível.

Não perdi a fé. Tive a esperança renovada com um gol do Bruno Rodrigo, no segundo tempo. Seguimos pressionando, mas a cada chance desperdiçada à tristeza ia invadindo o meu coração.   

O jogo acabou, chorei por dentro. Mas aplaudi os meus guerreiros. Fui pra casa. Dois ônibus no trajeto de volta. Cheguei já era meio da madrugada e, tinha que acordar pro trabalho as 6 da manhã. Perguntaram-me: “Valeu a pena?”  Eu disse: “ Sim. Cada minuto.” Porque, tenho certeza que nada paga esse amor que tenho pelo time do meu coração.

 

 

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Quem mexeu no meu brigadeiro?

Alguns paradigmas da modernidade deixaram as coisas muito sem sal

DE BELO HORIZONTE (MG)
FERNANDA FONSECA

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Ilustração: Think Olga
(http://thinkolga.com/)

Como um aplicativo de celular conseguiu mudar a forma das pessoas se relacionarem com a comida deveria ser tema de trabalhos acadêmicos. Uma simples pesquisa pela hashtag #instafood no Instagram revela o tamanho da obsessão pelas fotos de pratos, com bastante cobertura, recheio e, claro, filtros de luz e molduras. Até aí nenhum prejuízo para além da temperatura da comida, que pode esfriar ou derreter, caso o fotógrafo se empenhe demais em buscar o melhor ângulo.

O que me causa certa estranheza é a moda de renomear as coisas. Com a invenção das tags – ou categorização das postagens -, comida gostosa passou a se chamar gordice. Vou explicar: quando alguém conta que comeu um brigadeiro, por exemplo, a informação costuma vir acompanhada das expressões “vai gordinha”, “fique magro fulano”, “emagrece gordo” ou simplesmente “gordice”. Comer por prazer não existe mais. A patrulha da magreza fez com que as pessoas antecipassem a culpa por saborear um doce ou um prato rico em gorduras, antes mesmo de digeri-las.

Além disso, criou-se uma regra subliminar segundo qual saborear um quitute açucarado ou com uma porção extra de bacon é “coisa de gordo”. E o que é pior, a função expiatória da culpa que o uso dessas expressões carrega só revela que, na ditadura da magreza, ser gordo é algo ruim, quase um pecado, que deve ser confessado publicamente.

Eu preferia viver no tempo em que comer um saco de batatas fritas era apenas uma delícia, e não uma gordice. Palavra insossa essa.

Quebrando Paradigmas

O vereador Arnaldo Godoy venceu tudo em busca do seu objetivo

DE BELO HORIZONTE (MG)
ROBSON SALES

O Vereador, pelo quinto mandato, Arnaldo Godoy tem certeza do que queria desde 1960, quanto tinha nove anos. Morando em uma casa cheia sempre ouvia várias discussões politicas. “Em 1960 eu tinha nove anos e morava em uma casa com umas 50 pessoas. Na casa da vovó eram 10 filhos, muitos netos, e sempre havia discussão política. Eu ficava ali, escutando”, lembra.

Com problemas de visão desde a infância nunca viu problemas para seguir em frente. Quando entrou no Instituto São Rafael, para cursar o ensino fundamental, percebeu o isolamento social dos internos. Encontrou algumas soluções. Além da criação do Grêmio estudantil, a criação de uma rádio interna, que funcionava nos intervalos. “Era pra um oferecer musica pro outro”. Mas, quatro meses depois viu um Coronel do exercito fecha a rádio. “Disse que era um instrumento de subversão. Aquilo me intrigou muito”, diz.

No tempo da faculdade, Arnaldo que é formado em História, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Envolvia-se com movimentos políticos, mas sem se envolver com partidos.

 

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“Eu sempre mexi com Cultura, juventude e, movimento das pessoas com deficiência.”

 

Arnaldo participou, junto com outros pais, da criação da escolinha “Pés no chão”, para seus filhos. Dali surgiu à criação do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais.

Após sua formação fez concurso para da aula no estado. Mas foi convidado pelo diretor do Instituto São Rafael para dar aula. Além disso, para sindicalizar os professores e cuidar do grêmio estudantil dos alunos.

Arnaldo é um homem de opinião forte, defende seu partido, seu lado. Mas não deixa de criticar o que vê de errado. Enxerga a política como algo transformador.

Ensaio sobre o otimismo

A deficiência visual não impediu o vereador Arnaldo Godoy de criar.

DE BELO HORIZONTE (MG)
FERNANDA FONSECA

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“Se o amor é cego, o jeito é apalpar”

Arnaldo é cego. Diante de uma deficiência – qualquer que seja ela – duas posturas podem ser adotadas. Uma delas – talvez a mais fácil – é representar o papel da vítima, usar a limitação como escudo, esconder-se atrás da falta, fazer da dependência um meio de vida. Por outro lado, colocar-se como protagonista da própria existência, exigir independência, reconhecer a diversidade como algo positivo e ampliar as possibilidades de se estar no mundo requer mais coragem. Olhar para a deficiência visual como uma falta de sentido não foi a opção do vereador.

Criado em um ambiente fértil para o debate, interessou-se desde cedo por política. “Em 1960 eu tinha 9 anos e morava em uma casa com umas 50 pessoas. Na casa da vovó eram 10 filhos, vários netos, e sempre havia discussão política. Eu ficava ali, escutando”, lembra. Quando ainda era estudante no Instituto São Rafael, ficou espantado com o isolamento social dos internos. Na tentativa de aumentar a interação entre os alunos do centro, criou uma rádio colaborativa, em que era possível dedicar músicas para os colegas nos intervalos das aulas. “Mas quatro meses depois que a rádio começou a funcionar, um coronel do Exército mandou fechar, disse que era um instrumento de subversão. Aquilo me intrigou muito.”, conta.

Sua inquietude nasceu ali, junto com o grêmio estudantil que se empenhou para formar. Anos mais tarde, participou dos movimentos de estudantes que resistiram ao endurecimento da repressão, a partir de 1968, como aluno do Colégio Estadual e, posteriormente, estudante do curso de História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Depois de 1975, ano em que se casou, Arnaldo começou a dar aulas em pré-vestibular. Nesta época, seu envolvimento com política tornava-se cada vez mais efetivo. “Eu participava de alguns movimentos e passeatas, como o ‘Encontro das Oposições’, e percebi que os sindicatos e organizações começavam a se articular para a constituição dos partidos”, diz.

Mais uma vez, a percepção sobre o ambiente político e social que o cercava levou Arnaldo a criar. Ele passou, então, a fazer parte de um grupo que se transformou, em 1980, no embrião do Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais: a escolinha ‘Pés no Chão’. Fundada como uma cooperativa de pais e mães, a concepção da escola baseava-se em outros valores, como uma educação mais crítica. “Curiosamente, essa escolinha foi, mais ou menos, o núcleo de formação do PT no estado, dois anos depois, com o Patrus e o Nilmário, entre outras pessoas”, revela.

Como vereador, mandato que exerce pela quinta vez, atua nas áreas de cultura, juventude, educação e direitos das pessoas com deficiência. Nesta pasta, trabalha para o fortalecimento da noção de cidadania e pertencimento dos portadores de necessidades especiais, garantindo-os participação na vida política e cultural da cidade.

Arnaldo sempre acreditou na importância da inclusão. “Já demos alguns passos e, hoje, temos instrumentos para garantir a acessibilidade, a independência e a autonomia das pessoas com deficiência. Um exemplo é a ‘Escola Inclusiva’, que busca colocar essas pessoas dentro de uma sala de aula comum”, explica. E continua: “Apesar de ter estudado em escola especial, acredito que elas contribuem para a segregação, incentivam a falta de socialização e reforçam o preconceito, a discriminação e a baixa autoestima das pessoas com deficiência”. Para o vereador, a única forma de quebrar o preconceito é conviver com a diferença. “A diversidade é a beleza da vida. É preciso incluir, ao invés de isolar, para aprender com a diferença”, declara.

Otimista com o exercício da política, afirma, com convicção, que “sem ela não há transformação”. Muitos o chamam de utópico, mas o vereador garante que a construção coletiva da realidade – significado de fazer política para Arnaldo – é possível.

A mudança

DE BELO HORIZONTE (MG)
ROBSON SALES

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A história de uma futura jornalista bacharel em direito

O jornalista é o observador da história em movimento”. Esta foi uma frase da Eliane Brum, que inspirou Fernanda Fonseca a traçar um novo trajeto em sua vida. Bacharela em direito, gosta de “contar e ouvir histórias”. Não acostumou com a rotina de advogada, entretanto a paixão pela área de humanas e a vontade de relacionar com as pessoas fez com que ela ingressasse no curso de jornalismo.

Quando teve o confronto ao invés de correr, eu fui pra frente, sem medo”

Ela acredita que a sua nova profissão oferece uma liberdade que possa auxiliar as pessoas. Com reportagens que possam ajudá-las a compreender melhor o mundo. A futura jornalista confia que o seu trabalho pode ser mais eficiente e interessante, caso tenha esta perspectiva em mente.

Em 2013, nas manifestações de junho, ocorridas no Brasil, talvez tenha sido seu maior desafio. Na época, era repórter no jornal laboratório de sua faculdade, seu primeiro estágio. Munida de câmera e gravador, foi pra rua, de frente pro combate: “Quando teve o confronto ao invés de correr, eu fui pra frente, sem medo”, conta. E foi ali que nasceu a certeza da carreira a seguir.

Literaturas fantasiosas ela dispensa, gosta do real. De biografias, crônicas, histórias que são possíveis de encontrar. Livros de jornalistas estão entre seus preferidos, pela especificidade dos fatos. Dentre seus autores favoritos está Caco Barcellos e, é claro, a sua referência, Eliane Brum.

Ao entrar na sala, atravessa todas as carteiras e senta na última fileira. Mas não se enganem: ela é vista pelos amigos como uma nerd. Fernanda também é representante de turma desde o primeiro período. Possui um forte espírito de liderança. Característica que nem ela mesma tinha conhecimento que possuía. Ela se descobriu no jornalismo, e talvez o jornalismo esteja descobrindo ela, trazendo à tona peculiaridades da sua personalidade nunca notadas antes, ou porventura enterradas, como o dom de liderar.

 

A voz que eu quero ouvir

 Construir sentido ao que se ouve é a rotina de um rapaz viciado em rádio. Para os apaixonados pelo som, ruído é letra.

DE BELO HORIZONTE (MG)
FERNANDA FONSECA

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Para Robson, os fones de ouvido são uma extensão do próprio corpo

Desde a primeira transmissão de rádio realizada no Brasil, em 1922, durante a inauguração da Exposição do Centenário da Independência, quando o público ouviu o pronunciamento do Presidente da República, Epitácio Pessoa, e a ópera O Guarani ser transmitida diretamente do Teatro Municipal, o meio de comunicação se tornou queridinho dos brasileiros. O tempo passou e, de acordo com as enciclopédias, o rádio começou a perder prestígio no final da década de 1950, com a concorrência da televisão.

Mas para o estudante de jornalismo Robson Sales, de 20 anos, o rádio continua tendo papel de destaque, pelo menos em sua vida. Nela, as frequências das ondas curtas transportam muito mais que megahertz. Integram, misturam e revelam dois grandes amores do estudante: o esporte e a música.

A união desses temas sempre esteve tão presente na vida de Robson que foi fácil definir a escolha profissional. “Sou um cara tarado por rádio e o jornalismo foi uma forma que eu encontrei de ficar mais próximo do esporte”, explica. Dono de uma voz grave e bem colocada, o estudante investiu na paixão de garoto. Em 2012, fez um curso de locução na Escola de Comunicação Beth Seixas e pôde aprender com aquele que considera uma referência do meio em Belo Horizonte, o locutor Guino Carneiro.

“Sou um cara tarado por rádio e o jornalismo foi uma forma que eu encontrei de ficar mais próximo do esporte”

Já no primeiro ano de faculdade, trabalhou como voluntário em um Projeto de Extensão do Centro Universitário em que estuda, dando aulas de radialismo em uma escola pública da capital. Logo após, partiu para uma rádio comunitária no município de Nova Lima a convite de um amigo, onde ficou de novembro de 2013 a fevereiro de 2014, período em que participou de um programa musical.

Por falar em música, Robson se diz eclético. Mas o boné que usa com frequência e estampa o slogan “a rua é nóis” – nome de uma música do rapper Emicida – não o deixa mentir. Sua preferência é mesmo o rap. “Acho que eu já nasci gostando de rap. Eu escutei o primeiro aos quatro anos com um tio e não parei mais”, lembra. A música era ‘Diário de um Detento’, clássico dos Racionais MC’s, que estourou no final dos anos 1990 com o álbum ‘Sobrevivendo ao Inferno’ e disseminou o estilo para além da periferia.

“Quando eu escuto rap sinto minha alma vibrar, me sinto vivo”

Além dos Racionais, os grupos SNJ, RZO, Facção Central, e os cantores Thaíde e Tupac – o único rapper internacional que gosta – também integram a playlist do estudante. “Quando eu escuto rap sinto minha alma vibrar, me sinto vivo”, declara.

Para os entendidos, o rap inaugurou, de forma coletiva, o orgulho “perifa” e o orgulho “preto”. Robson conhece bem o significado dessa afirmação. “O nome já diz tudo. RAP quer dizer Revolução Através das Palavras. O essencial em uma letra de rap é a revolta com algum problema social”, ensina. Negro e morador de Sabará, região metropolitana de BH, Robson se sente representado pelas canções de resistência características do ritmo. “Eu vivo o rap, eu me vejo nele”, resume.

Ao falar sobre música, lembrou de MVBill. Segundo eles, o rap ainda é muito discriminado e, por isso, é preciso ter orgulho do estilo. “Já sofri preconceito por gostar de rap e fui questionado por ir a locais onde a música é tocada”, conta.

Frequentador do Duelo de MC’s – projeto desenvolvido pelo Coletivo Família de Rua no Viaduto Santa Tereza – Robson lamenta a interrupção de um de seus programas favoritos. Para ele, a culpa é da Prefeitura, que deixou órfãos os entusiastas das batalhas de rimas, após o início de obras que interditaram o viaduto, “casa” dos movimentos sociais na capital.

 

Copa: vai ter, mas e aí?

Belo-horizontinos mostram que os conflitos sobre o  alto investimento e o  legado das obras para o Mundial continuam: para onde vão os R$1,4 bilhão de reais investidos na cidade?

De Belo Horizonte (MG)
Fernanda Fonseca, Tiago Mattar e Robson Sales
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Novo Mineirão foi o segundo estádio da Copa do Mundo a ficar pronto para a realização do Mundial

Desde que ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em outubro de 2007, o Brasil vive um dilema. Dono de cinco títulos mundiais, dois vice-campeonatos e único país a participar de todas as edições, o país passara a enfrentar, fora das quatro linhas, questionamentos como de onde sairá o investimento para evento de tamanho porte ou mesmo o legado que essa injeção de recursos deixará.  A pouco mais de sessenta dias para a realização do Mundial, várias perguntas seguem sem respostas.

Copa: vai ter, mas e aí? “Sou a favor da realização, só não sou a favor do povo preocupado com a Copa e esquecendo a saúde, a educação. E isso não está me fazendo botar muita fé no Brasil não”, disse o bar tender Alexandre Barbosa, de 37 anos, que ainda observou, em entrevista à reportagem, sobre o legado e sobre melhorias na mobilidade urbana em Belo Horizonte.

A capital mineira, de Alexandre, receberá, até a conclusão das dez obras previstas, um aporte de R$1,4 bilhão, oriundo, principalmente, do Governo Federal. É a terceira capital, no Brasil, que mais será contemplada com investimentos. O assistente de Recursos Humanos José Genival, de 36 anos, fugiu de sua especialidade para conversar com a reportagem sobre os investimentos.

“Acho que através da Copa, trouxe outros desenvolvimentos para as cidades sedes. Coisas que não seriam realizadas tão já, foram realizadas para a Copa”, afirmou. “Realmente, todo o recurso poderia ser destinado para outras áreas. Mas, infelizmente, no Brasil não funciona assim”, completou.

Muitas vozes se levantaram contra a Copa no Brasil. Para aqueles que são contrários aos gastos excessivos com o evento, o país tem outras prioridades. A FIFA também é alvo de críticas, em razão das intervenções que impõe ao governo e à população. Essa é a opinião da estudante de publicidade Thaíla Castro, que também se preocupa com a corrupção e os desvios envolvidos nas obras de infraestrutura realizadas.

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Polícia se prepara para a Copa

Comércio confiante

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Verde e amarelo são as maiores tendências

Indiferente à discussão, o comércio se prepara para o mundial. A 40 dias do evento, uma loja temática foi inaugurada na Savassi, região Centro-Sul da capital. O proprietário da “Loja do Hexa” dá continuidade à tradição criada pelo pai de comercializar artigos de festa, camisetas e souvenirs em verde e amarelo durante a Copa.

De acordo com o gerente do estabelecimento, Geraldo Ferrer, a ideia surgiu em 1982. Desde então a loja se dedica a vender produtos relacionados ao futebol a cada quatro anos.

“O movimento está abaixo do que gostaríamos, mas acima do que esperávamos”, conta o gerente, que não desanimou com as manifestações. “Depois que fizeram os estádios e gastaram bilhões, como é que não vai ter?”, questiona e continua: “A discussão não cabe mais, já está tudo pronto. Agora é torcer.”.

Geraldo está confiante: “Acho que quando a Copa começar vai ter manifestação, e é justo que tenha, mas não vai atrapalhar em nada a realização dos jogos. Não tem como fugir. A Copa vai gerar e já está gerando benefícios para o comércio. Nós somos a prova disso.”.

#NãoVaiTerCopa

A polêmica envolvendo a realização da Copa do Mundo no Brasil invadiu as redes sociais. A hashtag “#nãovaitercopa” viralizou. Criada durante as manifestações que tomaram as ruas do país durante a Copa das Confederações, a #nãovaitercopa começou a ser usada como protesto aos gastos excessivos para a realização dos eventos. Desde junho de 2013, foi mencionada milhares de vezes no Twitter e ainda é usada. Porém, o que nasceu com um cunho político se transformou em um dos maiores memes do ano.